Uma coisa que sempre me incomodou nos simulados de certificação é que eles são chatos. Você responde 60 perguntas, recebe uma nota e pronto. Não tem progressão, não tem desafio incremental, não tem motivo para voltar.
Resolvi mudar isso para os meus alunos do Senac. Criei uma plataforma de simulados gamificada focada no AZ-900, integrada diretamente ao meu blog.
O que a plataforma tem
A ideia foi pegar mecânicas de jogos que funcionam e aplicar ao estudo:
O banco de questões é organizado por domínio do exame. Cada domínio tem questões de níveis diferentes, e o aluno vai desbloqueando conforme acerta. Isso cria uma sensação de progresso que o simulado tradicional não dá.
Implementei um sistema de XP e níveis. Cada resposta certa dá pontos, respostas em sequência dão bônus (streak), e erros não punem — apenas não somam. O objetivo é incentivar tentativa, não penalizar erro.
Tem um ranking entre os alunos da turma. Funciona como motivação social — ninguém quer ficar no final da lista, e quem lidera fica orgulhoso.
E tem conquistas temáticas: “Mestre do IaaS”, “Guardião da Compliance”, “Primeiro Simulado Completo”. São marcos que reconhecem esforço, não apenas resultado.
O impacto na turma
A diferença foi visível. Antes da plataforma, os alunos estudavam na véspera da prova. Com a gamificação, comecei a ver acessos diários — às vezes de madrugada.
O ranking gerou uma competição saudável. Alunos que normalmente não participavam começaram a perguntar sobre os temas que estavam errando.
E as conquistas funcionaram como mini-celebrações. Quando alguém desbloqueava uma conquista rara, compartilhava no grupo da turma.
O que eu faria diferente
Se fosse começar hoje, adicionaria dois recursos: modo duelo (dois alunos competindo em tempo real) e relatório de gaps (mostrando quais domínios o aluno precisa reforçar com base no histórico).
São funcionalidades que pretendo implementar quando migrar a plataforma para dentro do blog, na seção de Treinamentos.
A lição principal desse projeto: aprender não precisa ser tedioso. Com as mecânicas certas, o estudo vira algo que o aluno quer fazer, não algo que ele tem que fazer.