O SC-900 testa conceitos de segurança, conformidade e identidade na nuvem Microsoft. Este artigo cobre os fundamentos que embasam todo o exame.
Modelo de Responsabilidade Compartilhada
A segurança na nuvem é dividida entre Microsoft e cliente. A divisão muda conforme o modelo de serviço:
| Responsabilidade | On-premises | IaaS | PaaS | SaaS |
|---|---|---|---|---|
| Dados e acesso | Cliente | Cliente | Cliente | Cliente |
| Aplicação | Cliente | Cliente | Cliente | Microsoft |
| SO e runtime | Cliente | Cliente | Microsoft | Microsoft |
| Rede virtual | Cliente | Cliente | Microsoft | Microsoft |
| Infraestrutura física | Cliente | Microsoft | Microsoft | Microsoft |
Regra geral: a Microsoft é sempre responsável pela segurança da nuvem; o cliente é responsável pela segurança na nuvem.
Zero Trust, Nunca confie, sempre verifique
Zero Trust abandona o modelo de perímetro (firewall externo protege tudo dentro). Em vez disso, toda requisição é tratada como potencialmente hostil, independente de origem.
Três princípios:
1. Verificar explicitamente, sempre autenticar e autorizar com base em todos os dados disponíveis: identidade, localização, dispositivo, serviço, carga de trabalho, classificação de dados.
2. Usar menor privilégio, limitar acesso ao mínimo necessário. JIT (Just-in-Time) e JEA (Just-Enough-Access). Acesso privilegiado só quando necessário e pelo tempo mínimo.
3. Assumir violação, minimizar o raio de explosão. Segmentar redes e usuários. Criptografar tudo. Monitorar continuamente para detectar e responder a anomalias.
# Implementar Zero Trust com Acesso Condicional
# (requer Entra ID P1 ou P2)
# Política: bloquear acesso de dispositivos não conformes
az rest --method POST \
--url "https://graph.microsoft.com/v1.0/identity/conditionalAccess/policies" \
--body '{
"displayName": "ZeroTrust-DeviceCompliance",
"state": "enabled",
"conditions": {
"users": {"includeUsers": ["All"]},
"applications": {"includeApplications": ["All"]}
},
"grantControls": {
"operator": "AND",
"builtInControls": ["mfa", "compliantDevice"]
}
}'
Defesa em Profundidade
Múltiplas camadas de segurança, se uma falha, as outras ainda protegem:
Camada 7: Dados (criptografia, classificação)
Camada 6: Aplicação (WAF, SAST, DAST)
Camada 5: Computação (antivírus, patches, EDR)
Camada 4: Rede (NSG, firewall, segmentação)
Camada 3: Perímetro (DDoS Protection, Azure Firewall)
Camada 2: Identidade (MFA, RBAC, PIM)
Camada 1: Segurança física (datacenter Microsoft)
Ameaças comuns
Phishing, emails falsos que imitam entidades confiáveis para roubar credenciais. Ransomware, malware que criptografa dados e exige pagamento. DDoS, sobrecarregar serviços com tráfego para torná-los indisponíveis. Man-in-the-Middle, interceptar comunicação entre duas partes. SQL Injection, inserir comandos SQL maliciosos em campos de entrada. XSS, injetar scripts maliciosos em páginas web.
Microsoft Security Response Center (MSRC)
Equipe responsável por receber e responder a vulnerabilidades em produtos Microsoft. Opera o programa Bug Bounty, pesquisadores recebem recompensas por vulnerabilidades reportadas responsavelmente.
Patch Tuesday, segunda terça-feira de cada mês, Microsoft lança atualizações de segurança regulares.
O que cai no exame
- Responsabilidade compartilhada por modelo (IaaS/PaaS/SaaS)
- Três princípios do Zero Trust com exemplos
- Camadas da defesa em profundidade
- Tipos de ameaças (phishing, ransomware, DDoS, MitM)
- MSRC e Patch Tuesday